Eu, que não espero o tempo, peço pra esperar Não, já foi Eu, que não espero o tempo, peço pra levar Já foi Alicerce é o amor Nada que o tempo levou voltará Mas o que se acabou Pela dor perdoará Pecador não olhe para a cor Logo pecará Onde houver flor, haverá onde se plantar vida Vida que sobe, que desce, o que dessa brisa passageira Vida, o que você vai levar? Vida que sobe, que desce, o que dessa brisa Meu eu, que em vão, se foi Nem deu pra ver E eu, que não, já foi Meu Deus Eu, que não espero o tempo, peço pra esperar Não, já foi Eu, que não espero o tempo, peço pra levar Já foi Somos o efeito colateral O fel, o réu, homicídio num inferno astral Demônio em rosto angelical Eu, apenas um marginal Exalando a paz, onde consumir a paz é ilegal Anda tudo muito normal Fugi pro meu sonho, nele me senti mais vivo Foi como voar, mas nunca tinha sentido isso Tempo me leva, tempo me traz O tempo tira e ao mesmo tempo te dá, e jaz Meu eu, que em vão, se foi Nem deu pra ver E eu, que não, já foi Meu Deus Tudo que era meu som, meu breu, miragem Meu som, meu breu, miragem Leva na fogueira pra queimar La ra ra ra ra Obaluaiê me leva pra salvar Meu pai, minha mãe, meu irmão me tiram do breu Se deixei vocês foi por algo maior que eu Fica comigo até no dia mais difícil Lembra de mim no altar, num dia de domingo Aí, mano, não pensa, não para Se pensa, repara Que tudo se passa Passa a droga na praça Passa o amor que te alastra a alma E tudo que te mata Refaça, renasça Porque a arma dispara E tu tá na mira do tiro, da farsa Na ponta da faca, a dúvida: Tu faz por amor ou por luxúria? Eu sinto a dor, eu sinto a chuva Garoa fina pra ti Dilúvio pra quem tá no meio da luta Gritando o que a alma reluta E esses filha da puta ofusca na busca