Guitarra corpo de china Qual minha alma se adona Conheço a prima e a bordona No tilintar dos meus dedos Contigo topo meus medos Redomoneio a sia dona Mi chinita benzedeira Trago a flor de laranjeira Pra donde a clina tu amarra Perdoa minha cordiona Mas pra cantar minhas milongas Tinha que ser a guitarra Quando a minha pampa chora Meu verso vem a cavalo Cortando chirca e banhado Numa cifra numa estronda Gateado pelo de lontra Arpejando ao monta-lo Meu canto vem da coxilha Costiando algum alambrado Metrificando o passado Justificando uma era Unindo corpo com terra No tironaço dum pialo