Me disseram que era Fogo de palha Que eu não tinha força pra aguentar a raia E que nessa luta um dia eu ia cair na real Que o sonho de servir acabaria mal Me disseram pra buscar o monetário Almejar pódios lutar pra ser honrado Esqueceram do poder e da palavra que não passa Se Ele estiver presente o fogo não consome a sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Nós Somos Sarça Arquiteto da vida, semeador de sonhos Essência do amor e de tudo que somos Plantou em nós sementes de esperança Ensinou a ter prazer que vão além da bonança Milhares foram os motivos para desistir Se entregar e mudar, ajuntar sem repartir Dias de chuva sem abrigo ou rota de fuga Não da para fugir do que no interno machuca Diziam não da, diziam não faz Diziam não vai, diziam jamais E por muito falar esqueciam de lutar E por muito pensar deixavam de confiar Só viam palha, que no primeiro teste de fogo se queimaria No embate com a dor, sucumbiria O sonho era grande bem além do plausível E veio o abandono por se tratar do impossível Na cisterna vários pensamentos em colisão Será que não será que tudo foi em vão E por segundos tudo foi colocado em cheque Por tanto labutar a fé caiu no sono só que foi breve Pois logo veio o consolador a Inspirar Dizendo que a força pra mudar a história Ele que dá A sarça aqui é fraca nunca serviu para firmar Mas quem está e é por nós prometeu e cumprirá Sonhador é o que diz o professor de trajetórias Ditador de futuro amparado por historias Que estão sob a neblina, da vida sensata Viajantes que só se metem em possíveis estradas Em rotas já traçadas que trilham longe de vales Sobrepõe colinas privando todos os males E sonhos nessa rotina substantiva devaneios Antes de descer parceiro vai checar o freio Geração preparada pra sempre vencer Pra sempre subir pra sempre correr Mas o sempre nem sempre é acima de pódios Temos lutas perdidas chacinas do ódio A cada dia pressionado pelo aparente Questionado se esta estrada tem um fim atraente E se mostrar um senso incomum É engolido por quem, vê pódio em ser mais um E essa teima de ser de ver causar distúrbio A cada dia florescendo está em meio aos subúrbios Que não aceitam o imposto proposto no nascimento E nem se curva ao moldes que vem dos 7 ventos O que ouço, o que digo, o que faço, onde vou Estão sobre premissa de saber quem eu sou E quem sirvo aqui não está pra lucrar As escolhas vão sempre a partir do amar E quem sirvo aqui não está pra lucrar As escolhas vão sempre a partir do amar A palha queimou, mas a sarça vingou A vida passou, mas a palavra ficou Então sonhe arrisque de olho no Eterno Que reforma transforma e felicita o interno E é’ terna a mudança provada no fogo Gera esperança a todo esse povo Que procura ser quem nasceu pra brilhar Inculpáveis sem se corromper nem depravar E no grande dia vai ser honrada a corrida E quem falou só falou verá a conquista Não num pódio terreno que está no ganhar Mas no reino que feliz é quem aprendeu a partilhar O dia passa a noite chega E entre as horas sonhos são presas O que preciso está em primeiro E o dever é altaneiro Mas na montanha revelação A regra perde para o sermão A sarça queima, mas não se apaga É o mistério do transcender na alva Nós somos Sarca