Meu pratinho de arroz doce Polvilhado de canela Era bom mas acabou-se Desde que a vida me trouxe Outros cuidados com ela Eu, Infanta, não sabia As mágoas que a vida tem Ingenuamente sorria Me aninhava e adormecia Ao colo da minha mãe Soube depois que há no mundo Umas tantas criaturas Que vivem num charco imundo Arrancando arroz do fundo De pestilentas planuras Já não tenho o teu engodo Ó mãe, nem desejo tê-lo Prefiro o charco e o lodo Quero o sofrimento todo Quero senti-lo e vencê-lo