Djanira Aparecida, graduada funcionária Duramente demitida na reforma decenária Uma niña brasileña que não é de brincadeira Tem hermanos na fronteira E foi lá fazer a feira Quilos de rádios de pilha, de computadores, de vídeo-cassetes E calculadoras Sul-coreanas! Sul-coreanas! Sul-coreanas! Djanira, traz lá do Paraguai, la muamba, ¡yo quiero más! Djanira, traz lá do Paraguai, la muamba, ¡yo quiero más! Tudo muito volumoso, muito trabalho para pouco gozo Pensava na mercadoria, numa viagem de maior valia Decidiu mudar de linha, cansada de ficar na lama Aplicou toda grana que tinha num carregamento de bananas Banana de ouro e prata, banana-da-tierra, banana nanica E, dentro das cascas ¡Marijuana! ¡Marijuana! ¡Marijuana! Djanira, traz lá do Paraguai, la muamba, ¡yo quiero más! Djanira, conta que venderá a nanana no carnaval Tudo esquematizado, e tudo preparado para a travessia Bananas dentro dos balaios (trinta e seis balaios na carroceria!) Começaram a viagem, niña Djanira e Juanito Ornado E mal passavam pelo posto, um caco de vidro, e o pneu furado O polícia da fronteira, louco por banana, veio dar penada Disse: Sinto cheiro de marijuana! ¡Marijuana! ¡Marijuana! Djanira, presa por traficar, disfarçados, alcalóides bananais Djanira, com puta dor no más Tá em cana no Paraguai! Djanira, traz lá do Paraguai, la muamba, ¡no quiero más! Djanira, com puta dor no más Tá em cana no Paraguai! ¡No quiero más! ¡No quiero más! ¡No quiero más! ¡No quiero más! E a nanana? Huh!