Hoje mais forte, nos corre, visão amplificada do modo que vejo Persistência, humanidade é falha e continua se vendendo Em prol de oportunidade, baixada santista é selva E eu sou franco atirador na laje Observando a uma cota, feição, semblantes, expressão exaustiva Com o olhar cansado constante Sociedade é uma pintura de obra morta Que mata a própria mãe no efeito da lata de Cola Quantos Marcola e Fernandinhos procriaram, super lotou presídio Pra que a imagem do Estado Transparência mais segura então coloca as viatura Pros moleque da favela, saber o que é ditadura Sem luxúria, ainda firme, nas tábua de maderite Escrevo hits, meramente, ao narrar o apocalipse Sou elite, pro sistema que optou manter em mão A caneta escrevendo o que os rifles de precisão Varando outro cérebro, simples pelo prazer de ver O engravatado que mandou pro CDP Pai de família inocente, forjado na operação Ordem e progresso nessa porra No fracasso da revolução Pensei que no rap, a revolução da periferia Seria se unir pra tomar o governo Não mudar a ideologia no meio do caminho Ao ostentar carros, drogas e dinheiro E a comunidade, ainda entre espinhos Estamos evoluindo ou regredindo? Pelas atitudes contraditórias, mundo disfarça e vive sorrindo Será essa a tal alcançada glória? Sei não, muita hipocrisia surgindo Falso mundo que virou vitória Continuam caminhando, seguindo, esquecendo das lutas, das memórias Muitos só lembram das notas Será que trocaram a missão pela submissão? No tal fracasso da revolução Quantos menino bom, talento desperdiçado hein? Que através do tráfico, se sentiu alguém O importante é tá de Nike no pião, de Jetta, Camaro, de BMW Com as gostosa e champanhe mais caro Montar palácios e castelo, e condomínio Vê as cachorra enlouquecer, quando nóis passar de giro Ter dinheiro pra gastar e abastecer da branca, a morena, a loira, a ruiva Louca de bala, de lança Acorda criança, e volta pro seu mundo! Cê depende da sua mãe, até mesmo pra ter um fumo Carai, diz que é do corre, mas corre quando azeda No debate sem massagem, os cara gruda e já era Tem outra mãe de luto, nas cova clandestina Última vez foi visto algemado pela polícia Arquivado pela mídia, passaporte do inferno é a globo Omite repressão dos presídios, as viela, dos morro Cachorro louco, ainda nos bangue de quebrada Liderando a alcateia, de bombeta entupindo as quadrada Pele marcada é cicatriz da solidão Ordem e progresso nessa porra, no fracasso da revolução A indústria da música chegou com força no Brasil Criando regras pra não perder o poder Tanto é que o neto de um explorador latifundiário Hoje compra quem tem discurso revolucionário Pra você ver, quem você menos espera ta envolvido Arrancando dinheiro do Hip Hop Através de políticos corruptos dão bote Sempre tem quem se lambuza com o pote A qualquer momento, podemos perder a essência O que era transformação Ta virando concorrência Pode não ter coerência, só observar Aquela competência se deixou levar Se somos a mudança tão esperada Antes de mais nada preste atenção Será esse o tal fracasso da revolução?