Isso é uma Guerra civil camuflada pela novela Ditadura econômica democracia tá na cela São exilado urbanos as margens da sociedade Lutam pra não passar fome armados de malabares Guerreiros do novo século vivendo no subsolo Trabalhando o vicio com visto a endola é o seu escritório No asfalto saem por baixo, no alto são respeitados No ato se vier mandado mancomunado vai de ralo! Com distância da infância infantaria suas crianças Não me espanta tanta trama. Corra, chama ambulância Mlq chora no colo da santa mãe, não adianta Perdeu pros cana pois não tinha dinheiro e nem fama Tranca no cofre sua gana, no coração as lembranças Dispensa a peça pra trégua com guerra nunca vai ter samba Não se cansa da andança, ataca só por vingança Vencendo em ultima instância o direito de ter esperança Eu sempre tenho que andar com o pé atrás As verdades que eles vêem ninguém crê mais Como eu faço pra entender sem me corromper? Eles querem me deter me jogar em Alcatraz A toa na boa na louca Lombra, quizomba Dispositivo de arromba, Com água de coco na sombra E depois que cai não levanta, Festeja sempre ele explana Domina Copacabana Mantém pose de bacana Se a caridade reclama Não doa nem uma banana Leva amargura pra cama Só faz amor com piranha Com sentimento ele estranha Que e elas travam o que ele ganha Vai hoje ostentando sua grana Um dia tu volta pra lama E quanto mais eu vejo mais vontade eu tenho de ser cego Papo reto de credo em credo visualizo o inferno Não quero ser indiscreto demonstrando o meu critério Deflagrando o auto clero, liberdade é o que eu espero Quero ser levado a sério, hipocrisia eu não venero Vendendo vaga no céu eu me estresso, protesto, me altero Já corro pra caneta em companhia do caderno Fazendo a rebelião surround system auto stereo Eu sempre tenho que andar com o pé atrás As verdades que eles vêem ninguém crê mais Como eu faço pra entender sem me corromper? Eles querem me deter me jogar em Alcatraz Eu faço é rep original, pra minha alma e não pra tu Não canto música, que nego escuta, rebolando o cú! Até minha própria família, me aponta e descrimina... Dá vontade de chorar, mas um homem não choraria Sociedade é quem diria, um absurdo tão infantil Vai pra puta-que-pariu, no carro do Damon Hill! Ninguém riu, quando viu, que o movimento é sério Do tédio eu fujo, o barrel do prédio, cimento e ferro O prego do prego, inquieto, segurando o teto Babilônia dominando o mundo e eu com o dialeto expresso, Tudo que sinto, no Rio, frio, fome, tiro Ninguém trava o meu improviso, mas têm trava o teu gatilho! De Alcatraz, ninguém sai, quando cai, vida vá! Oh pai, olhai por eu seu filho sagaz! Ninguém mais conseguiu, porque parou pra olhar pra trás Logo mais Cone Crew, Hip-Hop nos jornais, paz!