E é só... O que resta de mim é você O que sobra de nós é o que me faz ver Que a dor é mais que o fim Foi aceitar que o mar guia o barco E o tempo escolhe se usa o nosso guidon O meu maior medo é um dia ficar cego O segundo era o que agora somos nós Ela ensaia um réquiem em sol E eu falo das bobagens daqui Que a vida pode ser o que não foi Cria-se um nome pra existir E é o sol Que a fumaça esconde aí O tempo que repartiu o medo Quando este viu a razão de existir Pela estrada ia atrás de uma alegria póstuma O fato é que nem se sabe se algo morreu Que trato não espera para um dia ser quebrado? E o tempo ainda diz o que agora somos nós Ela senta ao ouvir minha voz E eu falo o que só se pode sentir, Que o mundo não foi feito pra nós E que há de haver acasos que nos façam sorrir