Lá no sertão o galo canta para despertar O sol brilha na colina quebrando a barra No auto do juazeiro é blues Chamando chuva o canto da cigarra A chuva cai espalha o verde na plantação A natureza envaidecida abre cortina do sertão Os olhos do caboclo viram rios, rios de emoção Quando se planta tem colheita! Sertão virou mar, não há mais seca Quando se planta tem colheita Sertão virou mar, não há mais seca No sertão a vida é simples e muito boa Chão de cabra macho e mulher bonita O relampejar do sertão faz o caboclo rir a toa De tanta felicidade no peito a alma grita!