Te beijo Pela necessidade da carne Que percorre o corpo Por meio do tato Pelo sentido do olfato Ouvindo a sua voz É da malícia do amor Que no dia a dia não se tem A poesia que eu não conheço Mas eu não perco o compasso Mesmo que o que eu dou eu não recebo Tudo que há em mim Se entrega por inteiro Está sempre por perto E não tem receio Não guarda mágoa o ano inteiro É um olhar de frente e certeiro Sem desviar, sem malícia Porque se é verdadeiro Não vaga à toa pelas ruas Procurando companhia Não é falso ou bijouteria Nem trejeito ou mania É o que se move e o que respira