No domingo de manhã, Sem querer fui acordada. Eram a amigas, Que da praia me chamavam. Cleidinha não demore, Ande logo sem moleza, Aqui tem um rapaz, Que é seu tipo com certeza. Eu mais do que depressa, Engoli o meu café. Retoquei a maquiagem, E voando dei no pé. Quando vi o garoto, Eu não pude falar. Era um broto bonito, Não se pode negar. Consultei meus botões, E adocei meu olhar. Um broto assim serve, Prá mim namorar. Muito prazer, Muito alegre eu sou, Tenho vinte anos, Sem amor eu estou. Um leve sorriso, O broto me deu, E disse até logo, E desapareceu. Correndo as amigas queriam novidades, Pensam que menti, contei-lhes a verdade. O broto não me quiz, disse adeus, Me desprezou. Talvez não me quizesse, Por já um novo amor. Só sei que em minha vida, Aprendi uma lição. Aprendi que o coração, Não se dá com pretenção.