Eu trago a oferenda Pão, mel, leite a derramar A Mãe Terra sagrada Faz chover, fertilizar Plantamos neste solo Fé, magia, paz e amor E espíritos antigos Amenizam nossa dor Eu ponho a oferenda Na folha de Carnaúba A palmeira sagrada Salva na falta de chuva No meio das pedreiras Uma tribo faz magia E espalha pelas matas Contagiante energia Piagas, bruxedos, gravuras e sons Ancestrais da terra, despertem meus dons A grande cultura renasce outra vez Herança sagrada, no solo se fez (BIS) Tatus, homens que voam e visões misteriosas Consagradas pinturas das paredes cavernosas Nas noites, com fogueiras, honramos a Lua Cheia E, ao raiar do dia, o Deus Sol vem pra aldeia Passado glorioso que tentaram apagar Mas o povo guerreiro lutou pra recuperar O sangue derramado, na batalha, nesse chão É a semente plantada, que brota do coração Piagas, bruxedos, gravuras e sons Ancestrais da terra, despertem meus dons A grande cultura renasce outra vez Herança sagrada, no solo se fez Novamente aqui, pra tribo honrar Dançamos, cantamos, não vamos parar A morte e a guerra, pra longe daqui Nós somos sementes, sempre a resistir Piagas, bruxedos, gravuras e sons Ancestrais da terra, despertem meus dons A grande cultura renasce outra vez Herança sagrada, no solo se fez Novamente aqui, pra tribo honrar Dançamos, cantamos, não vamos parar A morte e a guerra, pra longe daqui Nós somos sementes, sempre a resistir