Eu sempre tentei viajar Sempre precisei ter os dois pés nas nuvens Sonhava voar devagar e ultrapassar o horizonte careta Mas um dia veio o doutor me dizer Meu chapa você exagerou Vou tirar o samba e a poesia das madrugadas Mas deixe o vinho e vamos cantar Eu sempre busquei clarear As minhas ideias malucas e sujas Sonhava fazer-me entender Mas só recebi mágoas e cartas marcadas E um dia, depois de acordar Me olhei no espelho e sério Pensei quer saber? Pro inferno com todas As pedantes certezas É preciso coragem e amor Pra não se perder por aí nas vibrações De quem não quer aprender com a vida Não vê beleza no que não brilha Se prende aos mesmos porquês Feridas, materialismos sós