Dentro de mim passa um rio de correnteza sutil O meu saudável riacho Onde eu brinquei na infância Me perder na distância Corrente ladeira abaixo Ali brinquei tão seguro Sem pensar que no futuro Eu fosse me ausentar E hoje tão cabisbaixo Eu penso no meu riacho E quero voltar pra lá Pra lá eu quero voltar Eu quero voltar pra lá Pra lá eu quero voltar Quero de novo brincar Eu acho que o riacho que passa no meu sertão Nasce dentro dos meus olhos Desagua em meu coração Meus olhos são as vertentes Meu canto corrente d’água Meu coração é um mar onde a saudade desagua Meu coração é um mar onde a saudade desagua Meu coração é um mar onde a saudade desagua