Desencilhei a esperança Tirei o pala e a espora E larguei a campo fora Meus ideais de criança Se perderam nas esperas Das promessas esquecidas Na fala de falsos queras Na chaga de vis feridas Se perderam nos enganos Nos sonhos, desilusões Na falsidade dos planos Nas pobres conspirações Me passa um mate, parceiro Que esta noite vai ser longa No bordão deata milonga No calor desse braseiro Amigo, me manda um trago Que um gole de canha pura Me amansa essa amargura Me serve de companheiro Quem sabe um sonho bonito Ganhe a garupa do vento E se achegue, "despacito" No coração de um rebento Quem sabe, dia mais dia Rebento não mais rebento A mágoa dê rédeas ao tempo Na cancha do sentimento Quem sabe renasça a crença Como forma de oração! A fé, num simples sorriso A paz, no aperto de mão