Refugo potros e pátrias Que não cabe meus arreios Reculutando as lembranças Que os tempos tão pastoreio Sacando bois de segredos Das grotas dos meus anseios Pelegos de nuvens brancas No recal do sentimentos Rendilhas fazem meus rumos Com duas tiras de ventos Levando almas parceiras Enrodilhada nos tentos Volto pra um tempo que é meu Quando a razão se desata Pra poesia dos campos Rancherio tronar de patas Pra quem ouve com a alma Relinchos são serenatas Radiculares sentidos Que vem de gênios ressequidos Nesta magia da raça E andar calçado em estribo Não sei se razão ou sonho Podem explicar os motivos E talvez nem sejam o sonho Sejam vivências distantes Reencarnadas mais gaúchas Pra reviver cada instante O ancestral sou eu mesmo Que renasci como antes