Tombou o salso sob o aço do machado E a timbaúva tombou no mesmo ritual O que foi sombra e pouso das aves em bando O fio da enxó transformou em cocho de sal Gamela grande, boca aberta na coxilha Rondando o campo até parece um sentinela Parei pensando e me dei conta de repente Que o boi no cocho é o próprio charque na gamela Carrego o sal na carretinha piqueteira E um cocho novo pra invernada dos terneiros A junta manda conhece sanga e atalho De cocho em cocho, eu fui me criando campeiro Peito estufado de confiança nos meus bois Largo a cabeça pra o saleiro da tapera Debaixo do arvoredo onde eu brincava Encontro sempre um rodeíto à minha espera É dando o sal que se conhece cada rês E algum alheio maraca da estância vizinha Cevo o meu mate e sento na frente do rancho Vendo o rodeio lamber sal de tardezinha