Afinal, porque será, que nessa noite costeira A lua bisbilhoteira, me espia por trás dos cerros, por baixo da cerração Afinal, porque será, me fez lembrar de você, se arrecem, saí de casa E essa saudade sem asas, pega fogo e vira brasa, dentro do, meu coração Na mochila eu trago canha, e mil canários na voz Um pouco de cada um, não muito de todos nós Sou o olho da água que nasce pra um dia morrer na foz Esta noite em me emborracho, de estrelas lua e sereno Leva a certeza que chego no louro destes dois remos Solta o barco rio abaixo e em cada curva te vejo Me espera de manhã cedo com mate pronto e um beijo