Não pode ser minha vida Que olho pela janela Não pode ser minha vida Também não pode ser morte Recortes da minha história Pedaços de uma memória Não pode ser minha vida Também não pode ser outra Não estou dizendo não quero Mas é difícil aceitar Noites perdidas, um sono Dias levados em sonhos Choro partindo dos cantos Sorrisos em meio a tantos Marcas debaixo da pele Feridas latentes da perda De ainda um tempo remoto Conquistas recentes esquecidas O que vejo é um paradoxo Não pode ser minha vida Aceito mais se for morte Alguém agora me diga Alguém, por favor, me acorde Tirem os cacos de cima Limpem com água meus cortes Não pode ser minha vida Que olho pela janela O que vejo é um paradoxo Não pode ser minha vida Também não pode ser morte O que vejo é um paradoxo.