Severino que era pacato mudou Severino mostrou que era homem e brigou No forró de Neuza na fazenda do riacho Nesse dia mano a casa quase veio abaixo Severino Guede de faca na mão Deu murro, deu bofetada, brigou como cão Pois é que Severino se aborrecia Quando alguém dizia com malcriação Homem pequeno não da pra parada Homem pequeno é arremedo É tapeação Severino Guede era um baixote Pequenino que nem bode daquele que vendem mé Mulato atarracado mais cheio de atitude Um bocado rude amargou-se que nem pé Não é que Zé buchudo cheio de cachaça Fez com ele uma graça no meio do salão E disse Homem pequeno é banco de fazer cesta É toco de amarrar besta E não resolve não Essa é a historia de Severino Guede Filho de neprachete da fazenda chorador Mulato tem direito de não viver de arrelia Tinha a fala mansinha e não era gozador Mais coração de homem é terra que ninguém vai Um dia a casa cai, cai mesmo sim senhor E o Severino que era pacato Pisaram no seu sapato e o pau cantou