Doutor, pode me ajudar? Pode ouvir sem me culpar? O passado me condena E eu sei que é demais pra acreditar Sei aonde vou parar Mesmo se eu contar Dos fantasmas que me assombram em todo lugar Não param de falar Perturbado, alucinado, eu enlouqueci Um rosto deformado, atrás da máscara escondi Quando o choque intenso meu corpo for tomar E a verdade vir à tona pra te torturar Vivo as custas de esquecer, mas me forçam a lembrar Eu fui culpado nessa causa e tenho que pagar Sabe, é injusto querer uma forma de ajudar E o seu acerto ser um erro capaz de matar Não vou aceitar viver na sombra de uma forma assassina Sinto esse clima de dor e tudo me abomina Me dê os passos pra seguir e pra sair aqui Me dê uma explicação pra tudo que eu vi Não posso te forçar a crer no que acha irreal Mas não me jogue a culpa pela sua mente boçal Eu já cresci e sei bem o que é imaginação E eu posso te afirmar! Não! Não era ilusão Eu quero a luz, eu quero a paz, quero minha liberdade Eu quero a ajuda que devolva minha felicidade Tomaram meu caminho, mas eu sei quem sou É inútil a inocência, nada de mim restou Pode me ajudar? Pode ouvir sem me culpar? O passado me condena E eu sei que é demais pra acreditar Onde vou parar? Mesmo se eu contar Dos fantasmas que me assombram em todo lugar Não param de falar Esperança junto ao sangue seco nesse chão Olhe bem se é mesmo um presunto no seu pão Doutor, pra que me pergunta, pra não acreditar? Se abrirem essa porta, pra onde irão me levar? Eu não quero me ver do outro lado desse plano No início também me pareceu muito insano Eu entendi que passados guardam segredos Senti o gosto da culpa e é muito azedo Pode me ajudar? Pode ouvir sem me culpar? O passado me condena E eu sei que é demais pra acreditar Onde vou parar? Mesmo se eu contar Minha morte está chegando e eu sei não há tempo Pra escapar Pode me ajudar? Pode ouvir sem me culpar? O passado me condena E eu sei que é demais pra acreditar Onde vou parar? Mesmo se eu contar Dos fantasmas que me assombram em todo lugar Não param de falar