Calado como um calafrio Na calada da madrugada No escuro junto ao nada À espera da alvorada Pela pele e pelos pelos A epiderme leva epifanias E as noites não se cansam Dessa transa com os dias Desse encontro nascem ocasos Acasos, orgasmos, policromos Junto sangue, suor e rima Às feridas do céu E tiro tinta pra minha poesia Poesia Poesia Poesia