Para matar a saudade Da grande felicidade Que eu perdi ao te perder Divaguei por mil caminhos Bebi de todos os vinhos Mas não pude te esquecer Tu foste na minha vida A primavera florida Foste a luz do meu olhar Ao passo que eu fui apenas Nas tuas horas serenas Um passatempo vulgar Porque eu valesse tão pouco Fugi de ti como um louco Ó formosa flor do mal No cabaré da desgraça Escotei a minha taça Mas foi em vão afinal Na minha fuga sombria Quanto mais eu te fugia Mais doía a minha dor E eu voltei porque a saudade É quase a felicidade Perto de ti, meu amor