Calamidade, calamidade Calamidade Tá mesmo uma calamidade Calamidade É o salário que recebo É o elevado preço Do feijão que preciso ingerir É a falta de emprego O povão pedindo arrego E a inflação sempre a subir É o preconceito infame São as favelas, a fome Os pedintes na esquina É uma noite de insônia Devastação da amazônia A alta da gasolina Calamidade, calamidade Calamidade Tá mesmo uma calamidade Tá uma calamidade Esse tempo de agora Nem a luz do fim do túnel Alumia uma melhora Tá mesmo calamidade Cada dia só piora Precisamos ir a luta Logo logo sem demora Pois até o que ganhamos Recebemos em real Más na hora de comprar É no dólar imperial Embutido nos produtos A nossa moeda some Ou mudamos esse rumo Ou esse rumo nos consome Calamidade, calamidade Calamidade Tá mesmo uma calamidade