São as matas se esvaindo Tombando aos pés do inimigo São os animais fugindo Desnorteados sem abrigo É o ar tão poluído Já sem força, sem fulgor E no Sol um anel cinzento O céu azul perdendo a cor São as derrubadas Levando consigo toda a beleza São as queimadas Matando a vida da natureza São os solos descobertos Erodidos, padecendo São os rios sem suporte Desprovidos, desaparecendo São pássaros sem rumo Tudo corre pra extinção E a sanha do ser humano Que não limita a ambição Por isso hoje apelamos Para quem de competência Que se discriminem áreas De acordo com a ciência Ou se expiram essas fontes Trucidadas pelos maus E os filhos dos nossos filhos Só encontrarão o caos