Para que, negar ainda? Ou por que não confessar? Eu bem sei que cedo ou tarde Tu de mim, hás de gostar! Tua boca diz que não Mas, teus olhos Dizem sim! E eu percebo Eles contarem Como tu gostas de mim Moreninha, tentação Os teus olhos de veludo São a minha salvação Teus olhos me contam tudo Teu olhar de cruel, farpa Que atingiu meu coração Quando meus olhos fitou Em doce contemplação Quando rezo, agradeço A Deus, nosso senhor! Ter dado o dom de ouvir Teu olhar falar de amor