Enquanto a tristeza for seu hábitate natural A felicidade vai ser só um sonho seu Morrer vivendo de passado isso né normal Vivo no inferno enchergo a luz de Deus no meio do breu Isolamento ao redór, multidões se sentindo só A quebrada não ta quebrada mas ta só coca e pó Um gole fundo no café reflexões me levam a crêr Em prol do dim vivem umonte preparados pra morrer Mas eu só quero ser bem mais verdadeiro Sinonimo de ser feliz nunca foi ter dinheiro Vou semeando meu sorriso junto aos meus parceiro Enquanto outros mantem sua mente presa em cátiveiro Táquipariu os filhos do brasil estão no faról Nos malabares, com os docim nas vendas em baixo de sol Sem protetor, sem professor, sem esperança nada é em prol E o brasil se move bem mais pra dar audiência ao futebol.. Pra dar audiência a futebol e os neguim tão lá no faról Aqui é pressão , suor de quem ta na missão Ta sempre errado o certo aqui é ser falso Obrigação tem lei mas não tem solução Corrupção vergonha da nossa nação Só ilusão promessa de porco é em vão Só força a obra cidade da musica é foda. Falta escola , emprego pra quem pede esmóla Já virou moda moleque na rua com cola. Democracia polícia aqui satiriza Bomba de efeito , explode no meio do peito. Olha pros neguim do morro, o semblante desse povo Que vive a guerra sem temer. O sorriso e a presce de quem vive sem ter medo de viver. Mantimento intelectual isolado em carceri privado, Vendedor de cd culpado Sem nem mermu tererrado, Necessario vou de porta em porta levo meu somzin pra você Uns se matam por mizéria outros por não ter que comer, É foda, fala quanto é importante seu trampo Enquanto cê leva nas costas o peso de 50 mil manos, De mili em mili anos sempre caminhando, Quando pensa que avançou os gambé chega te passando. Ordem e Progresso todo primeiro de Abril, Sigo com sangue quente impiedoso como frio, Deus me viu me ouviu, eu varava as madrugada, Toda noite era um trampo coruja num dorme deitada. Progresso a favor da Desordem, Sem escolas nem hospital, Sarau pra estudande é estadio de futebol, Morador poem fogo nas cachanga de papelão Uns dizem que é opressão eu digo que é corrupção, O que era pra ser extinto tá em crescimento execivo, O fogo nas cachanga é pra se acobertar do frio, Acostumados com a trajédia filhos não tem o que fazer, Olha as merda que cê vê, só nota depois que morrer. Cara de mal ódio na mente desde sempre sem amor Mas uma máquina mortifera que sistema criou. De pés descalço alma vázia , luta contra a morte desde feto Mas um numero estatistico , mais uma criança sem afeto. Na cobrança carrega no peito o " v " de vingança Atitudes de adulto, idade de uma criança. Cicátriz eternizada que nem o tempo apaga Jogo sem graça ou gosto, cata, guarda, junta magoas. Lábirinto obscuro sem manual de saída Cada nova vida , uma nova morte, mas uma alma perdida. Deus me livre, no mundo que eu vivo me veêm como rato de laboratório Não me acho louco, mas vivo num mundo com perfil reciproco a um sanatorio. Oriundo de onde eu sou, vejo o quanto se perdeu Ócio pros que ainda vivem , um bom lugar pros que morreu. Em nome desses que nascem, crescem, vivem na guerra sem medo Peço paz, purificação, poder para o povo preto. A gente se permitiu ficar cheios de ódio, então eles venceram Não podemos deixar que tirem nossos corações... Não podemos deixar que tirem nossos corações. Olha pros neguim do morro, o semblante desse povo Que vive a guerra sem temer. O sorriso e a prece de quem vive sem ter medo de viver.