Acordo sempre, sonolenta amassada Com a cara engavetada Rastreando a noite que o lençol levou Sedas rasgadas espalhadas pela casa Cheiro forte lamentando o Sol que nasce na janela O vento sopra, chacoalhando o corpo afora Magoando as camisolas Ocupando minhas manhãs Manhãs de manhas caprichadas de preguiça O movimento ganha peso no colchão E o vento grita, num segundo me domina Finco o corpo ao meio-dia Visto as vestes de uma vez só Na cara pálida o canto de um sorriso E esse canto um tanto quanto sem batom O meu disfarce soa como maquiagem Espalhada em dupla face Agradando os quarteirões