Eu vou de rio, vou de corrente Vou no mar de maré cheia Vou sem naufrágios, sem pestanejar Com rabo de saia, com pele de gente Com alma de sereia eu vou Eu vou, eu vou brincar no mar Vou brincar no mar Vou ser cantor Painho alertava Mãe desacreditou Cuidado com as ondas da carne Com os homens de Marte Com o sal nas olheiras O sal impregnando os poros Os olhos enxergando ardor Morena, segue o seu rumo Reme o obscuro, sementes de cor Morena desvia do medo Das correntes frias que vai enfrentar Gosto do vento incerto Das vozes das provações Laurinha me falou um dia Segue o caos dessa contramão Laurinha me falou um dia Porto raro é o seu coração