Tom: C C G C No sertão onde eu morava no tempo da mocidade G C Trabalhava na fazenda e não tinha liberdade Am Dm G C O patrão tinha uma filha, era linda de verdade C7 G F C Apesar de muito rica tomava banho de bica G C G C No riacho toda tarde C G C Quando eu fiquei sabendo escondido ia espiar G C Ver aquela formosura toda nua a se banhar Am Dm G C Chegava a secar os olhos de tanto nela olhar C7 G F C Eu detrás do pé de angico achava tudo bonito G C G C A vontade era estar lá C G C Um dia de tardezinha para lá eu saí correndo G C E ela tomando banho não viu que estava chovendo Am Dm G C Uma enchente traiçoeira pelo rio ia descendo C7 G F C Veio de encontro com ela, arrastou o corpo dela G C G C Já estava quase morrendo C G C Eu saltei desesperado do barranco onde eu estava G C Peguei ela nos meus braços já quase não respirava Am Dm G C Fiz massagem e boca a boca lentamente ela voltava C7 G F C Retomando a consciência com toda a sua inocência G C G C Para mim ela perguntava C G C O que foi que aconteceu, o que está fazendo aqui G C E cadê a minha roupa eu tenho que me vestir Am Dm G C A enchente levou embora para ela eu respondi C7 G F C Venha comigo e me abraça eu vou te levar para casa G C G C Sozinha não pode ir C G C Chegamos na casa dela já estava no fim do dia G C O pai dela quando viu perguntou o que acontecia Am Dm G C Eu tentando explicar e furioso ele dizia C7 G F C Já que viu o corpo dela vai ter que casar com ela G C G C Era tudo o que eu queria C G C Reconheço o meu erro e a minha covardia G C Mas se eu não tivesse lá com certeza ela morria Am Dm G C Até a má intenção às vezes tem serventia C7 G F C Hoje tenho aquela prenda sou herdeiro da fazenda G C G C E querido da família