Um facão na mão Olha a insolação A marmita já ta fria Cana pra cortar Pouco a ganhar E o dia não termina De arma na mão O outro vai roubar Perder ou tirar Uma vida Rouba um cidadão Que sem nenhum tostão E que diz que é bóia fria Engatilha a arma e atira E não volta pra família Acontece todo dia Violência gratuita Não sei, nada falo, sinto que estou mudo E um segundo parece que vai se eternizar O tempo passa e a sorte é de quem envelhece A vida é um bem que a gente vai acabar.