A neblina cega, E oque encherga É a sua intuição Quanto vale a vida? Eu digo, De cada indivíduo, amigo. O valor não é igual, E pior, o valor é anbígüo Tem haver com sobrenome Tem haver com a conta bancária, A cor da pele e sua tolerancia A hipocirisa diária. O quanto tu é produtivo O quanto tu é conformado Se é um escravo cativo Ou iludido que foi liberado Matam jovens no (complexo do) alemão E fámilias no pinheirinho Irmãos? Querem seu quinhão E se vão por qualquer dinheirinho. Aqui a poílicia é uma gangue Querem sangue são canibais. "Cães treinados" pelo estado Com ak's e bombas de gás. Enquanto a escola te "emburrece", A tv te entretem, A religião te enlouquece, Mas o lucro, vai pra quem? Se tu tem olhos pra ver, Tão te esfregando na cara. Porém quem tem voz, não fala Se tu tenta, alguém te cala Suspensos não vemos adiante É tenso, quase desespero Mas prefiro ser traficante, A ser uma "puta" no seu puteiro. Eu fumo um e me protejo Da aversão e do desejo, Da loucura lucrativa Da "depressao e festejo" Da ditadura do medo, Sei que ele é só uma cortina. Preparado desde cedo Pra achar a morte numa esquina. Nunca um cana me salvou, Pelo contrário, fui ameaçado Com a pistola na cabeça Me roubaram alguns trocados Com a dignidade ferida Eu vi minha ferida exposta Eu procurei saída e, Não encontrei resposta… É mano, o caso é de emergencia, Um plano de resistencia. O mundo criou soldados, Brutos, despreparados Dopados de violencia É cara, proteja o seu pescoço É o melhor que se faz Poque aqui o bagulho tá osso Quem te bota em perigo Te vende a "ideia" de paz A neblina cega, E oque encherga É a sua intuição. Tá na contra-mão… Progredir, persistir, percorrer Resistir, reagir, reaver Como tá pro ai?, aki ta tudo normal Covardes fazendo milícia, o lobby empresarial O "rico" comprando a polícia, A mídia iludindo geral Noticias fictías, Niguem sabe oque é real Eles mataram a esperança Só sobrou essa desilusão Eu e os escombros, mundo nos ombros E um poço de solidão Cada qual no seu quadrado E isso, os que tem teto É o medo que gera a "neura", A insegurança e o desafeto. Eu so perguntei as horas, Ela foi e atravessou a rua A raiva que senti na hora.. "Porra mano, que filha-da-puta!!!" Mas e se ela já foi assaltada E ainda se sente em perigo Ou talvez seja preconceito Mas desse jeito nós tamo fudido! É fogo com fogo-amigo Pouco soldado, muito ferido Muito aliado sendo perdido Vários que colam, vários vendidos… E quem é o inimigo? De onde vem a facada? Tem x9 na pista Tem nóias na calçada. Disseram que agente era nada Mão-de-obra pra obra alheia Pintaram essa palhaçada Criaram essa cena feia. Humanos acoados Com cérebros recuados. Irmãos bestificados Numa teia de sonhos frustrados. Distribuem tapas na cara E farpas no coração. Quem oprime, não salva E taí a contradição. Com o orgulho no chão E sua "moral" de joelhos Os "cara de farda" são cães de guarda Que sempre atiram no espelho É mano, o caso é de emergencia, Um plano de resistencia. O mundo criou soldados, Brutos, despreparados Dopados de violencia. É cara, proteja o seu pescoço É o melhor que se faz. Poque aqui o bagulho tá osso. Quem te bota em perigo Te vende a "idéia" de paz