Mais um guerreiro nesse mundo imundo e vagabundo Sem escolher ele nasceu no submundo oriundo com tudo Sempre humilde desde sua primeira respiração E nunca teve o poder de aquisição A vida mostrou pra ele como é difícil Viver sem nada pra comer Parecia impossível mas ele, não desistiu Acreditava no sonho Projetava um futuro um pouco menos medonho Cercador pela dor, poderia aparecer Não tinha lápis nem caderno Pra matéria escrever Passou por muitos problemas Família desequilibrada Mas com determinação Ele seguiu sua jornada Moleque sonhador Não se deixou contaminar E pelo bem da sociedade Ele decidiu lutar Todas as chances ele aproveitava Pregava, a humildade que a própria vida o ensinava Mesmo sem nada ter, ele ainda dividi-a Aí sem que ele, percebesse a vida retribui-a Quando se deu conta Já era tarde Oportunidade, bateu na porta E ele agarrou com vontade Então estava tudo pronto Ele chegou ao ponto Era só mergulhar Que lá estava seu sonho Mas num ato de memória Ele recorda sua história Lembra tudo que passou Trava o olho e chora Não era fácil acreditar Que quem passou sede e fome Hoje vencia na vida E tinha orgulho de seu nome Tinha dinheiro e mulheres Pros negócios, frieza Quem o via nem dizia Que ele veio da pobreza Hoje ele está aposentado E vive fazendo poesia E essa letra ele escreveu Pra te passar uma profecia Você também pode ter Você também pode ser Começa a correr Porque tu nasceu pra vencer Dificuldade é como o jab de um jogador de box É só esquivar Contra-atacar E receber o jack-pot Não se renda pras pedras que encontrar no seu caminho Então se inspire nas formigas E faça um desvio Ninguém corre por você Pode crer, tenta ver Que se tu não fizer Parceiro, ninguém vai fazer Por isso se sinta blindado De ódio e mau-trato Então Seja forte e de humildade encha seu prato Eu decidi lutar Procurar trampar Continuar lutar, suar Parar de reclamar Se você quer algo Corre e vai buscar Eu corro, sofro, tô no corre Louco pra ganhar Eu faço meu Nego pode pa Eu tô seguindo meu caminho Não adianta reclamar Nego falando, me chamando Nego continuando a trilhar Sem medo nego mano Não tem segredo pra continuar Então, continua, vai corre lá Não perde tempo com quem quer, vim te atrapalhar Eu faço seco o recomeço De quem quer jogar Não jogo o jogo Se for pra pagar de louco e me peitar Eu e o Budokkan Levadamente e sã Pique as facas caindo Feito talibã Nego até vira fã E eu não mudo o percurso Se você quer continuar Lute pra não ficar de luto Não abaixe a cabeça Faça o que você quer Conduz os aluno truta Não fuja e vai na fé Sei que tem mané Mas mano persista E acima de tudo Nunca desista Nunca desista Nunca desista Eu vejo, sangue-suga oportunista Querendo fama na pista Tu evita minhas rimas Tu assassina minhas vítimas Já ta pronta minha lista Então prepara vem bala Na cara Rajada de rima Pesada Levada rara Não adianta eu tenho tara Pra rimar pesadamente Moleque no rap no trap doente O consequente o Budokkan Chega quente e me acompanha nessa porra Não gostou cala boca explodo tudo que se foda