Aquele calor que me toca as costas E começa a aquescer o meu corpo Em poucos pontos quentes e macios Sobe pela espinha e causa rubor em satisfação Enquanto buscam passar levemente do meio de minhas costas aos meus ombros Com a sensação de aconchego penso ouvir palavras doces sussurradas em meus ouvidos Em meio ao vento que uiva à beira do penhasco Então fecho meus olhos e tento uma vez mais imaginar teu rosto sorridente Mas o que eu vejo em minha mente É nada além de um olhar doente e um sorriso sádico E em minhas costas sinto as unhas se enterrando em minha carne E de repente o uivo do vento se transforma em grito E ao perceber a aproximação do solo foi que notei Que suas mãos só serviram para me empurrar... Tuas mãos... (3x) O destino em tuas mãos... Tuas mãos...