Olhos abertos, o vento no rosto O suor que escorre pelas têmporas Nada pode ser mais real Mas ainda assim a sensação de incompletude Gritando em minha mente O coro de vozes e as lembranças de um futuro que não vivi... (Chuuu-chuuu) Aquelas vozes que me guiam em direção à rosa... (Chuuu-chuuu) Gritam cada vez mais alto... (Chuuu-chuuu) E em meu punho a chave arde (em um resplendor celeste) Enquanto em meu peito o coração explode (em alívio e curiosidade) Pois ao horizonte posso ver a rosa que em si encerra (o infinito e a eternidade) E a frente a porta que solenemente aguarda (pra devolver minha sanidade) As vozes em minha mente se degladiando em selvageria incontida (o sangue queima em meus olhos) (Os pensamentos se mutilam) E meu corpo se partindo em dois em desacordo com minha realidade (vida e morte, amor e ódio) (Gosto de sangue em boca que não sangra) E a rosa imponente, abandonada, morre e deixa o equilíbrio se partir (vidas ruindo em caos) (E a voz soturna que me diz) "Ao cair das pétalas, use a chave e eu lhe mostrarei o medo em um punhado de pó." Ainda em meu punho a chave arde (em um resplendor celeste) Enquanto em meu peito o coração explode (em alívio e curiosidade) Pois ao horizonte posso ver a rosa que em si encerra (o infinito e a eternidade) E a frente a porta que solenemente aguarda (pra devolver minha sanidade)