Eu vou voltar pro meu sertão Beirando matas,cordilheiras Campos e espigão As verdes matas é meu lugar É que as raizes escondidas lógo brotarão No belo rio vou me jogar Bem lá no fundo Ver verdades na escuridão É a saudade emparelhada com a lembrança O amor e a esperança,desespero e solidão. Vaqueiro vai,vaqueiro vem Andando só pelo sertão cantando assim Vaqueiro vai,vaqueiro vem Na sua estrada de paixão que não tem fim Vaqueiro vai seguindo o sol Segue o caminho,só na trilha Dessa solidão E os seus passos sem rumos vão Vagar no espaço no vazio do seu coração Vão te obrigar à estabelecer Não pare nos trilhos O trem um dia vai passar Segue seu olhos,eles hoje são seu guia Segue livre a travessia,não desista de lutar Vaqueiro vai,vaqueiro vem Andando só pelo sertão cantando assim Vaqueiro vai,vaqueiro vem Na sua estrada de paixão que não tem fim No vai e vem que o mundo dá Vai o seu rastro Rabiscando pedras em areiões Ergue seus braços de encontro ao vento Enfrenta a força desse tempo cheio de vulcôes Igual ao sol passa por nós E a tarde deita no poente para repousar Soute a boiada de estrelas cintilantes Ruminando lá distante,pelos campos do luar Vaqueiro vai,vaqueiro vem Andando só pelo sertão cantando assim Vaqueiro vai,vaqueiro vem Na sua estrada de paixão que não tem fim