Todas as vezes que acordo Pego logo o celular Vejo se tenho mensagem E não vejo se eu vou acordar Talvez eu faça alguma coisa hoje Talvez não Talvez eu fale com alguém hoje Talvez não Faz um tempão, que eu não me sinto Como um moleque normal Faz um tempão que eu minto Dizendo que eu não estou mal Porque tá mal pra mim Quer dizer tá bem pra outra pessoa Quando eu ficar bem Eu vou ser outra pessoa Só à toa eu tô no rio O tempo passa muito rápido como o berrío Outro dia eu tava no frio na selva de concreto Pra mandar o papo reto eu não fazia nada Olhava pro teto Às vezes questiono o que eu fiz Mas eu sei que eu fiz o certo Já me senti longe Mas agora eu tô perto Eu tenho que ser esperto Eu tenho que ser sagaz Queria ser burro assim eu tava na paz Mas não é bem assim que a vida é, não é Ou tu escolhe seguir em frente ou tu escolhe dar a ré Então pra frente eu vou, vou levantar voo Eu sei que eu sou o moleque, eu sei quem eu sou, brunou E não me sinto bem Rindo à toa Sem segurar alguém Quando me olho, não reconheço Nada nem ninguém Cabeça cheia Mil por hora Disso eu nunca procurei O que eu preciso, é que me digam O que eu ainda não sei Olha Eu preciso de um tempo De precisar tempos Quando esse tempo passa Eu só lamento O processo é lento O céu ta cinzento Eu juro que eu tento Ver além dessa neblina que me garante que não há nada acima Mas eu sei que eu sou gigante vou dar a voltar por cima Agora o moleque faz o que não dá certo ensina E a minha sina é olhar pra trás a vida aqui não rebobina Então pra frente eu vou Vou levantar voo Meu pai saiu de casa aos dezoito e não voltou Sem oportunidade ele lutou e conquistou Agora é minha vez mostrar pro mundo quem eu sou mas Às vezes eu penso demais furo Os meus sinais como a faca faz Não aguento mais essa vida de dor eu Que crio os meus finais Eu só quero paz Minas surreais Ganhos colossais Ajudar os demais O barco ta no cais E agora é hora de deixar O vento levar E assim velejar Até o alto mar E se eu me afogar Pelo menos vou ter tentado Acho melhor que ter ficado No litoral com dedo cruzado Esperando que o vento traga os seus sonhos E os entregue na sua mão Uma pura ilusão pra esse delírio eu digo não E não me sinto bem Rindo à toa Sem segurar alguém Quando me olho, não reconheço Nada nem ninguém Cabeça cheia Mil por hora Disso eu nunca procurei O que eu preciso, é que me digam O que eu ainda não sei Sim o rap eu comecei a fazer agora Mas a arte eu faço a minha vida toda Tô equipado com os meios de me expressar Como uma armadura que defende o meu bem estar Puta que pariu me sinto bem fazendo isso Descarga de energia que me deixa aflito Eu tô livre agora E eu sempre tive É com orgulho que eu digo que o bruno vive! Eu tô de volta no jogo, man Eu tô de volta no jogo Sem mim eu sei que não tem ninguém Eu tô de volta no jogo Tô começando a me sentir bem Agora acabou o choro Eu tenho o que ninguém mais tem Eu sou banhado de ouro Com meu brilho eu espero fazer o seu olho brilhar A hora já chegou, eu já cansei de esperar Agora ninguém me segura o meu caminho eu vou trilhar Eu vou trilhar meu caminho eu vou trilhar