Choro de manhã pois a lua já se foi. Canto minha dor, desperto, e durmo depois. Penso no amanhã já que o ontem se deitou. Peço, por favor, não me acorde, não senhor. Falo sem querer. Lamento levantar a voz que faz beber uma vida tão vulgar. Volto pros lençóis e me pego a rezar. Olha como eu chamo o santo pra ajudar! Logo me recor- do que fiz ao rever todas as cortinas se fecharem de uma vez. Nunca mais irei cantar como cantei esse par por outro, viu? Até o samba me traiu