Quanto valem seus valores? Onde começam seus princípios? Aonde você vai pelos seus fins? Como vai o moral da sua moral? Quanto se humilha por orgulho? E quanto gasta no supérfluo Pra economizar no essencial? O que escolhe quando não há escolha certa? É um jogo de cartas marcadas E nem trapaceando em consigo ganhar É um quarto de portas fechadas E nem com a chaves eu consigo entrar Quantos feriados trabalhou? E em dias úteis se sentiu inútil? Quanto sonha com o passado? E se arrepende do futuro? Quanta luz faltou no seu dia? Quanto silêncio sobrou na sua noite? Aonde você leva sua vida? Aonde se deixa levar pela morte? É um jogo de cartas marcadas E nem trapaceando em consigo ganhar É um quarto de portas fechadas E nem com a chaves eu consigo entrar