As estrelas estremecem juntas Com o chão que acabara de aceitar Eu segurei as duas pontas da corda Mas a cortei no meio para separá-la Agora posso cantar Então posso confiar No vento que fiou e nunca dançou Gostaria de lembrar quando cantávamos na Lua Eu e o vento na noite escura Levantei as mãos para o céu e gritei Porque o cinza incompleto que me cobriu Gostaria de lembrar daquele tempo efêmero Quando a utopia de seus olhos me fez pensar Que ser seu coração talvez não ajude, mas encarar a realidade não é uma Má opção O pássaro em meio ao tempo nublado Implorou para as montanhas brilharem Ele voou contra o vento, e as nuvens se dispersaram Seu voar abriu o pôr do Sol Ele abraçou o amarelo e o céu voltou a sorrir Por fim gritou, afirmando que finalmente poderia voar no verdadeiro céu estrelado Enquanto cantamos na Lua em meio a noite escura Eu levanto minhas mãos para o alto e sorrio Finalmente consigo ver a poeira estelar Enquanto corremos na Lua Aquela noite escura se clareia Levantei as mãos para o céu e gritei Agora só posso agradecer o azul Eu vivo o tempo efêmero Aquele que consegue dançar E formar um forte coração que abraça o horizonte distante O pássaro que abriu as asas acolheu as estrelas solitárias Elas cintilam e festejam o novo começo