E’ là Che la terra si è chinata A raccogliere ogni cosa Che il tempo ha abbandonato Lasciato dietro sé E il vento, senza fine Che logora le dune Di spiagge così grigie E I corvi dell’inverno Si sono ormai posati È là dove svanisce L’orizzonte E’ la Che l’ultimo dei semi Non ha lasciato frutto E la terra ha ormai scordato Che tanti anni fa Ad un vento profumato Distesero gli aironi Le ali colorate E I corvi dell’inverno Si sono ormai posati È là dove svanisce L’orizzonte Foi lá Que a terra se inclinou Para recolher cada coisa Que o tempo abandonou Deixou para trás E o vento, sem fim Que desgasta as dunas De praias tão cinzas E os corvos do inverno Estão agora pousados É lá onde desaparece O horizonte Foi lá Que a última das sementes Não deixou fruto E a terra agora esqueceu Que há tantos anos Em um vento perfumado Esticaram-se as garças As asas coloridas E os corvos do inverno Estão agora pousados É lá onde desaparece O horizonte