Maneiro mesmo é estar Dentro de uma bolha qualquer Uma bolsa de mulher Sempre que carrega Uma vontade de perder Um sonho em forma de ser Vivo em prateado a sorrir Martelo do devir Sempre que me acerta Uma urgência de existir O amor transmuta o real Revolucionário enquanto O pulso das canções Quase inconsequente e certo Qual efeito das poções Eugênia desce o solar Em esvoaçantes canções Me esquece até voltar Quer do mundo a imanência Que me foge ao despertar Mas dentro desses olhos teus eu acho que aturo um futuro inteiro. Maneiro mesmo é ficar Por um artifício qualquer Um corpo de mulher Sempre que carrega uma Vontade de perder A cabeça.