Bolero Freak

Jangada de Alumínio

Bolero Freak


Tom: G

G
Sou filha de um ogum feroz

Sou dente, carne, imensa voz
C7M
Sou de sair de madrugada
C7M        Dbm7(b5)  C7M             G
Sou de alumínio,          mas sou jangada

G
Sou bem tratada pelas águas, pelos rios que cruzo

E os maremotos, as enchentes, a Yemanja me curvo
C7M
Sou a corrente intransponivel, sou  possível ilha
C7M      Dbm7(b5)                 C7M               
Sou mera coincidência entre os 7 mares
         G
Sou a memoria desse barco que partiu

G
Sou turmalina, sou de prece

Sou ametista, a flor do agreste
C7M
Sou pequenina, sou divina
C7M     Dbm7(b5)   C7M            G
Sou o martírio,         sou a mulher
G
 Que não se esquece, que não se despe

Que o sol aquece, que tudo tece

Que traz a peste, que faz a prece

Que guarda a veste, que se enobrece

Que resplandece, céu que escurece

Luar que cresce, Deusa aqui nasce

G
Sou labareda que incendeia, o sangue quente pulsa

Sou a novena interrompida, pêlos arrepios
C7M
Sou a cartilha indecorosa, sou intensamente
C7M      Dbm7(b5)                      C7M              
Sou a medida errada entre a cruz e a espada
         G
Sou a menina nesse corpo que escolhi
G
 Que não se esquece, que não se despe, que o sol aquece., que tudo tece

Que traz a peste, que faz a prece, que guarda a veste, que se enobrece

Que resplandece, céu que escurece, luar que cresce, Deusa aqui nasce

C7M      Dbm7(b5)   C7M              G
Sou de alumínio,          mas sou jangada