Desdobrando-se em holofotes Placas negras colidem Em solavancos de rancor Se minhas artérias Bombeiam tantos venenos Nutrindo às ânsias mais famintas Expulse o ar Expulse o ar Expulse o ar Em cada silêncio Mora uma armadilha Em cada esquiva Um toque de dor Se suas memórias caquéticas Fissuram calúnias Como traves ancorando Os meus olhos de horror Expulse o ar Expulse o ar Expulse o ar Mais um passo e quase estou lá No labirinto odioso Dos meus dias sem cor Na repugnância de fantoches risonhos Que corroem os meus sonhos Sem nenhum pudor Expulse o ar Pulsando Expulse o ar Ride, criança Este é o seu único lugar Trincado em minúsculas faíscas Por que me chamas se não me procuras? Na fina camada de suas frágeis mentiras Expulse o ar Pulsando Expulse o ar