Wow (yah) Olhe pra mim, olhe pra mim (olhe) Biorki (yeah), Pregador Luo (ha ha) Eu vivo num mundo que odeia demais, odeia demais Planeja e faz, mas eu não tô falando de planos de paz Eu não sei se odeia o próximo, ou odeia a si mesmo e reflete Na visão do ódio, é lógico, olhares são como giletes Palavras são como projeteis, que sempre encontram sua sina Projeteis encontram pretos e pobres, mas chamam de balas perdidas Sempre o mesmo que atira, sempre o mesmo sangue que escorre (sempre) Sempre a mesma ordem e a mesma cor é que sempre morre Por aqui Deus já virou um mito, peça antiga de um museu E o povo perdido, fez de um falso mito, um Deus (jamais) Seguimos na resistência, na persistência, na convivência Independente da divergência, olho no olho buscando a essência Vida que segue, sempre na contra do fluxo Na guerra que cega, a paz já virou um artigo de luxo Onde o amor é raro, cê tá ligado, se paga caro Cê entende o que eu falo? Amar é um ato revolucionário! Por que tanto ódio apontado pra mim? O que te faz ver o inimigo em mim? Respire fundo, isso não precisa ser assim Olhe pra mim, olhe pra mim Por que tanto ódio apontado pra mim? O que te faz ver o inimigo em mim? Respire fundo, isso não precisa ser assim Olhe pra mim, olhe pra mim Mas que zica de país que cê foi nascer A cegonha sacaneou você É porco atrás de porco querendo poder Pipoco no coco de que de quem resiste assalto Se pá Jesus voltou e nós ficamos por aqui perdidos nesse barco Maluco, cê é loco, deixa essa fita no gelo A ideia de Cristo num dobra, dele eu sou herdeiro Agora Ele volta igual leão e não cordeiro Tem que ter coragem e não desanimar Entrar de peito aberto pra dentro desse mar Nessa guerra eu já sei de que lado eu vou ficar Alistado antes mesmo de nascer Arrastado, pode crer, que eu não vou ser O boi e a boiada, o boi e a boiada Não arrumam nada, não arrumam nada O boi e a boiada, o boi e a boiada Se perderam do caminho para casa Diz pra mim meu parceiro Como respeitar quem zomba do povo e alega não ser coveiro? Sem máscara, negaciona o vírus e diz: Não posso fazer nada Quem é que pode então? Até na igreja é difícil chamar alguém de irmão Eu sei que o amor vence o ódio, mas minha boca tem gosto de sódio Lagrimas salgadas, das dolorosas facadas Mesmo com feridas abertas, cancelem os alvos de suas testas Por que tanto ódio apontado pra mim? O que te faz ver o inimigo em mim? Respire fundo, isso não precisa ser assim Olhe pra mim, olhe pra mim Por que tanto ódio apontado pra mim? O que te faz ver o inimigo em mim? Respire fundo, isso não precisa ser assim Olhe pra mim, olhe pra mim Vagabundo, esse mundo já foi bem melhor Meus inimigos estão no poder e faz tempo Mundo, violência, miséria Desavença, treta e falsa união União, união, união