Quando olho no espelho Já não vejo aquele jovem Que tinha tanto orgulho Dá beleza que perdeu Os cabelos pouco e grisalhas Cravos na pele enrugada A barriga está crescida Acordo de madrugada Dores no corpo, tomo remédios Não me respeitam, me chamam de velho Há casos de contemporâneos Presos no asilo, que foram colocados Ali pelos seus próprios filhos O que eu quero é liberdade pra viver O que há de vida bem tranquilo O que eu quero é respeito E ver os meus direitos Sendo solucionados Não maltrate os velhinhos Cuide com muito carinho Um dia você vai ficar assim também