Eu faço a minha parte e conto com que faças a tua, ponto Pondo estrondos onde pombos fazem a rua, porcos Despem a farda Disfarçam e atuam atrás da lua Com a lua em mim espero que estejas com noção Sinto o cheiro a confusão e algazarra na brisa Seja qual for a situação o meu charro ameniza Só agarras cuarras com a quiza Na farra na Lisa eu bebo ao pé de casa E trago mais barras que a prisa Tenho a escarra concisa Tu só engoliste meita Paz pa quem planta weed e pa todo o beatmaker Onde o perigo espreita Deixo a shit feita, depois vou fumar e beber (Onde a tua bitch se deita) Rap é cultura filha da puta por isso deixa-me Cultura não se julga, (diz!) respeita-se Não sabias? E só tão civilizados Só conseguem ver ódio, neurónios imobilizados Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo) Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo) Ya vida da pedra, vive a pedrada Enquanto viro a caneca tu és vira casacas Toda a gente tem problemas temos todos cem caras Ya vais sempre ter problemas depende de como os encaras Esconderes-te atrás da mentira? (tshh) O sol que dá alegria e paz, também tira Faz-te homem e vira a tua mente sempre para a positividade Sente a liberdade de enfrentar verdade ciente da realidade Cuidado com o que pensas cuidado com o que atrais Alastram-se doenças na alma de quem trai Eu exprimo o que penso, imprimo o que escrevo A rima é o senso quando me deprime descrevo Ya, gostei deste sítio achei piada Pa ti é cheio de nada, mas é o vazio que me completa quando não sei de nada E eu cá te aguardo, sem tropa só com a moca que eu salvaguardo Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo) Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo) Esses dreds são podres como a erva que biznam Depois vêm com fast flows Para não se perceber a merda que dizem Queres ser sábio tá calado Nada é definitivamente Nada nem ninguém é o mesmo por muito tempo Não vejas o que eu vejo, deixa-me eu desgraço-me Ouve o que eu te falo, mas não vejas o que eu faço Só fumamos e bebemos, mas o que eu te digo aprende Somos o que fazemos repetidamente Todo o ser com vida precisa de atenção Numa vida com tensão Não sintas contenção em seres tu próprio É esse o caminho e veres o ódio como um tóxico que Te deixa sozinho se Quando o tempo acabar, se a porta rangesse Se o arrependimento matasse se a morte se arrepende-se Sa foda uma g e uma de gin E sabe mal que é bom Não sei o que é a vida e a vida não sabe o que sou Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo) Não me esqueço da cabeça porque está colada ao tronco E não me esqueço das letras porque sou eu que as escrevo Lembro-me da natureza enquanto bafo um pombo E vou dizendo merdas que não devo (Merdas que não devo)