BENJAMÍN (BR)

O Fantasma de Alagoas

BENJAMÍN (BR)


Tom: E

(C#m - G#m)
Das senzalas brasileiras
Capoeira a se guiar
E os cordéis de cantos ditos
Concentrados num lugar

No sertão, o povo preto
Rima os corpos par em par
Ao gingado das mulatas
Atabaque a retumbar

(C#m - D#m7(b5) - A7+ - G#7)
Chuva que cai no rosto (o rosto preto) disfarça o sangue da multidão
(C#m - D#m7(b5) - F#m - G#m)
Chuva que sai dos olhos (olhos vermelhos) é sofrimento da escravidão

(C#m - G#m)
Nas cubatas descobertas
Salta um negro brasileiro
Líder de todas as raças
Quer país no seu terreiro

Oito anos de tocaia
Da religião cativo
Na boca o sabor de Lácio
Volta Chico, o morto-vivo

Vem proposta de bandido
Sai conformes de covarde
A batalha do inimigo
É motivo pros palmares

Chefe Zambi resistente
Organiza teus terreiros
Vêm tentar, os portugueses,
Conquistar os brasileiros

Honra o sangue que derramas
Sangue vivo por dois anos
Cor de raça africana
A herança de onde estamos


(C#m - E7+ - A7+/C# - G#m)
Ah verdade
Vem com o vento
Teu segredo
É uma bandeira posta-hasteada contra o tempo

Se foi guerra ou se batalha
Há cuidados de conversa
Disfarçar com a navalha
A verdade que se versa

Mas ao homem faltou honra
Por expor à multidão
A cabeça que demonstra
É a cabeça da nação

3x
Sol que há nesse domingo
Pra onde o velho Jorge vai
Com sorriso-tirania
Coligindo tantos ais?

Se lhe falta oposição         
E só lhe cabe a mentira     
Os palmares em romaria    
Cantam juntos o refrão      

(4x)
Candomblé, candomblé      
Candomblé, candomblé
Candomblé, candomblé
Candomblé, candomblé