A minha imaginação Me deixa descansar Um bocadinho mais Sem precisar lidar Com os meus problemas reias Talvez a falta de noção É o que me mantém no lugar Sem ter que aguentar tanta abobrinha Não tenho o que discutir O meu ouvido não aguenta mais Está prestes à estourar A bolha que me segurou No fundo do mar Uma tsunami de problemas Aos poucos o que motivou É a razão para largar Faz tempo que ninguém me aguenta A gente se empenha Pra não sentir pena Dá corda, bota lenha na fogueira Cabeça inventa A esperança me engana Só quero saber quando é que a gente ganha E a gente se empenha Invisto na lenha Fogueira na mente No pico, um aviso de alta frequência Eles dizem que é manha Mas são minhas entranhas Ninguém pra dizer de uma vez O quanto a gente ganha Eu faço de tudo, por tudo o que quero No topo de tudo, digo que supero Mas não me iludo, apenas me afundo Nas ruínas de um futuro império Então eu não chego no topo Eu me vi alpinista O mesmo sorriso que me dá entrada É o mesmo que me dá saída Eles dizem "é a vida" , não Essa é só minha vida Nem todos aguentam Mas muitos especulam A veracidade de tudo que rola na tela e no tema É, é difícil viver meu dilema A chuva de sangue é o problema A esperança ainda me condena Mas a peça que eu peço é uma só E eu não consigo convencê-los (uma tsunami de problemas) Que nada o que eu faço no fim vira pó Cubram-me de problemas