Bem me diziam que a terra Se faz mais branda e macia Quando mais do litoral A viagem se aproxima Agora afinal que cheguei Nesta terra que diziam Como é uma terra doce Para os pés e para a vista Os rios que correm aqui Têm água vitalícia (Mais ou menos, né, Cirin?) Cacimbas por todo lado Cavando o chão, água mina Vejo agora que é verdade O que pensei ser mentira Quem sabe nessa terra Não plantarei minha sina? Não tenho medo de terra (Cavei pedra toda a vida) Como há muites Severines Que é santo de romaria Deram então de me chamar Severine de Maria (Cavei pedra toda vida) E pra quem lutou a braço Contra a piçarra da caatinga Será fácil amansar essa aqui, bem machistinha, né? Mas não avisto ninguém Só folhas de cana fina Somente ali à distância Aquele bueiro de usina Somente naquela várzea Um bangüê velho em ruína